domingo, 26 de abril de 2009

Socorro alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha.

Acho trágico e cômico ver como nós seres humanos somos dependentes. Não existe autonomia individual nesse mundo. Todo mundo aqui precisa de um outro alguém pra alguma coisa.
Seja pra realizar um desejo sexual, pra conter uma carência pessoal.
Todo mundo precisa de alguém.
E eu ando precisando. Acho que não sou o único. Acho que somos muitos. Acabamos vivendo num mundo tão imediatista, que todos queremos pensar a longo prazo.
Não que eu esteja querendo me casar agora. Digo longo prazo pensando em um mês, talvez dois, talvez doze.
Eu senti e sinto falta de alguém, e acontece que a gente sempre pensa que aquele É o alguém que a gente precisa.
Talvez seja, mas nossas expectativas são muito grandes pra pessoas. Pessoas humanas, com defeitos e qualidades. Com passados, presente e futuro. Com medos, anseios, desejos. Pessoas, meu deus. Pessoas.
Mas nós também somos pessoas. Nós também erramos e exigimos. Queremos e temos medo de conseguir.
O que faz a diferença é achar alguém que compartilhe os medos e, durante alguns segundos, esqueça deles.
Que queira ter medo com você. Que queira exigir você.
O problema é que somos pessoas e, por isso, não somos iguais.
Os medos são outros e, cabe a nós, esquecermos sozinhos e talvez ajudar os outros. Mas muita gente não quer ser ajudada. Quer ter medo sozinha.
E aí, talvez nós soframos, mas acabamos por esquecer. Mas não pense que esquecemos por não amarmos. Mas por amar muito, queremos esquecer. Deixar a pessoa livre das nossas amarras.
É difícil, eu sei. Talvez por egoísmo nosso não deixamos os outros irem.
Mas eles vão, com ou sem a gente.
E nós temos que ir.
Eu tenho que ir.

3 comentários:

Raio disse...

"mas por amar muito, queremos esquecer". Verdade.
Por medo de amar de novo eu tambem quero esquecer. E agora?

Augusto Kneipp disse...

não preciso falar aqui, né?!
:x

Wemerson Fraga disse...

and so it is...